Prévia da Morte

by NoSigiloBeats | Besouro Anêmico

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Prévia da Morte a princípio seria um projeto instrumental de Evandro Felipe mais conhecido como Kbral, produtor e beatmaker à frente da NoSigiloBeats.
Ao ouvir este trabalho Besouro Anêmico sentiu-se atraído a versar em cada um dos instrumentais, todos simples mas muito emblemáticos e com propostas já definidas.
Kbral concordou em fechar essa colaboração com o Besouro, que se adiantou com as palavras...
Eis que hoje 02/11 (Finados) vem à luz a Prévia da Morte, com uma forma dinâmica de tratar um assunto comumente evitado/ignorado por todos até inevitavelmente se fazer presente, a morte.

credits

released November 2, 2016

Escrito e interpretado por Besouro Anêmico
Toda parte instrumental por NoSigiloBeats
Scratches, riscos e colagens por DJ Tiu (Submundo 90)
Gravado, mixado e masterizado por Famm Ribeiro (Low-Hi Beats)
Arte visual e design por Fabio Ayabe (@tigone_uc)
Audiovisual por John Fernandes (KFRM Films)

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NoSigiloBeats | Besouro Anêmico Diadema, Brazil

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Track Name: Introdução
Cumpriu sua sentença
Encontrou-se com o único mal irremediável
Aquilo que é a marca do nosso estranho destino sobre a terra
Aquele fardo sem explicação o que iguala tudo o que é vivo num só rebanho de condenados
Porque tudo o que é vivo morre.
Track Name: A Hora da Vingança
"Eu bebo em sua boca. Eu mato em seu corpo".

Com seu sossego acabo quando eu chego
em sua boca eu bebo
até te afogar
em seu corpo eu mato até poder levar
sua alma
assim que se encerrar a calma
nenhuma palma recebida.

"Eu bebo em sua boca. Eu mato em seu corpo".

Somente sete palmos
a despedida e o adeus
desde o nascimento
a boca foi a porta de entrada pro alimento
e a saída de emergência
pra regência do que pensa o corpo
que aos poucos morre.

"Eu bebo em sua boca. Eu mato em seu corpo".

Porque tudo o que é vivo morre
então vai de droga e de porre
e o acesso ao excesso ocorre
correr não adianta mais
fica pra trás pensando á frente
e infelizmente retrocede
tudo o que pede e espera
É uma chance á mais
um lance á mais
pra tentar virar o jogo
e não arder no fogo eterno.

"Eu bebo em sua boca. Eu mato em seu corpo".

Cada caderno que escreve
retrata
a forma ingrata
com que trata o que recebe
bebe mais do que d· conta
em sua boca eu bebo
apronta
e quando a consciência questiona
não conta com medo
da consequência.

"Eu bebo em sua boca. Eu mato em seu corpo".

E tudo acaba assim.
Track Name: Pela Vida
Pela vida a lida
É uma corrida
sem chegada
só partida

… uma viagem só de ida
sem medida
É benção ou maldição?
se a condição influencia a escolha

Colha o que plantar
se planta o que não quer colher
vai amargar
por escolher errado

Vim convidado
pra fazer valer o zelo
pela vida sem apelo
acordar do pesadelo

E sonhar de olhos abertos
realizar
já que a vida é curta
e a morte é breve

Abrevia e furta
o fôlego de quem se atreve
a viver de verdade
completamente e não pela metade

Pela vida.
Track Name: Purgatório
Purgatório

Vai se purificar
pra não ficar
se liga justo
tudo tem seu custo

Nem tudo tem um preço
o que mereço
É mais que um endereço fixo
afasto o mal sem crucifixo

Me basta e a fé
pra permanecer em pé
sem ela eu já não posso
e sem isso o que que eu faço?

Mas nesse espaço em que me encontro
do que vivi são só destroços
e o confronto já não existe
só o que resiste é a espera

E triste é ter que esperar
a sensação de sufocar
e só focar
na bem aventurança

Pra ser considerado
um bem aventurado
É um bom bocado de distância
e antes da admissão

Nesse lugar de purificação
a irritação
cancela a vaga
propaga a ação de impaciência

Se não espera
quem prospera é a decadência
e uma vez do outro lado
É bom saber que esse processo é demorado.

Quem sabe faz na hora
mas também faz acontecer.

Quem sabe faz na hora
mas também faz acontecer.
Track Name: Cemitério
Tudo era bom no início
antes do vício
e se o
mundo inteiro pudesse te ouvir

Ou vir te ver de vez em quando
se precipitando em precipicio
eu ouço o teu silêncio
e é isso

O que me tira do sério
eu venço o cemitério
enquanto vivo
não me livro da partida

Precoce, antecipada
provocada ou distraÌda
a vida vem e vai
ela nesce e morre

… como alguém que trai
quando cai ninguém socorre
ce corre contra o tempo
e o tempo sempre sai invicto

Convicto em vivê-la
iluminada como estrela
ou acesa como vela
vá vivê-la

Até vê-la partir
e impedir o convívio
o alívio
À sete palmos abaixo ou acima?

Rosas vermelhas caindo
e seus camaradas lá em cima
essa é a sina de quem vive
essa é a sina de quem vive.
Track Name: A Voz da Morte
Amigo!
eu não consigo te ouvir
me ouvir talvez
também não faça bem

Alguém que ainda acredita em ti
aqui estou
e o que restou?
o caos!

Em frente os pés
ao invés de um caminho
o abismo
e os maus sinais

Os bens materiais
não servem mais
aliás
nunca te serviram

Ditadura de olhos sobre ouvidos
nunca se olharam
nunca se ouviram
e os sentidos

Abandonam o corpo
esse é o desconforto do abuso
o uso sem freio
feito um intruso veio

E deixou tudo feio
toda sorte de tempestade ele trouxe
e quando se foi
a foice

Refletiu tua face
e o impasse instalou-se
amargar a garganta
ou degustar o doce?

Eis a questão
duas escolhas
uma conclusão
abandonado á própria sorte

Sentiu o frio
assim que ouviu
a voz da morte
a voz da morte.
Track Name: A Última Flor
O show termina sem aviso
o sorriso
fica pra outra hora
agora é luto

O fim da luta
dificulta a vida
pra quem fica
e a cada minuto

Menos sentido
É como se encontrar perdido
contraditório
eu olho e não aceito

Me deito e medito
eu me sinto
num labirinto
um sanatório

Notório
o modo como o fim se apressa
e a última conversa
fica impressa na memória

A história acaba
cada detalhe
fica mais forte
o corte é tão profundo

Que é como se o mundo parasse
e tudo o que fala
calasse
em sinal de respeito

A dor no peito é inevitável
só a última flor
e o bendito amor que nos traz
que é o que fica de quem parte

Vá em paz.